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terça-feira, 8 de maio de 2012

Como ser um executivo em uma empresa familiar



É bastante comum o uso da expressão "profissionalização da gestão" quando tratamos da transição da gestão familiar, conduzida pelo fundador da empresa ou familiares sucessores, e a gestão feita por profissionais sem vínculo de parentesco com a família. Essa expressão é equivocada e, de certa forma, ofensiva à família fundadora de empresa, pois sugere que sua gestão não seria profissional. 

Existem aspectos positivos e negativos em ambos os modelos de gestão, mas "profissionalismo" certamente não é o que faz a diferença entre elas. Não podemos ignorar o fato de que a maioria dos argumentos a favor da "profissionalização da gestão" vem de "profissionais". Logo, não são completamente isentos.

Um dos argumentos mais utilizados para criticar a gestão familiar é seu "personalismo". Os acionistas, acumulando a função de gestores, tenderiam a "misturar" seus interesses pessoais com os da empresa. Mas, convenhamos: na prática, não são poucos os executivos "profissionais" que têm a mesma atitude. Aliás, ao optar pela gestão por executivos contratados, os acionistas devem contar com isso e adotar sistemas de incentivo que alinhem os interesses "pessoais" com os objetivos da empresa.

Vamos abandonar a expressão "gestão profissional" e substitui-la por "estrutura de governança corporativa". Uma estrutura (ou sistema) de governança corporativa convencional pressupõe que os acionistas têm um lugar especialmente reservado para eles (o board), que a gestão será feita por executivos contratados em função de sua competência e que serão estabelecidos processos para garantir que a "alta gerência" trabalhe alinhada com os interesses dos acionistas, sem se esquecer dos demais stakeholders (partes interessadas).

Traduzindo, uma estrutura de governança corporativa visa a garantir que a empresa seja dirigida com a mesma determinação e comprometimento da gestão familiar e, no mínimo, com a mesma competência.
Essa "complicação" só se justifica quando:

- os fundadores já não têm interesse em administrar diretamente a empresa;

- a empresa cresceu muito ou o contexto sofreu grandes alterações, de modo que os empreendedores/fundadores já não reúnem as competências requeridas para a gestão cotidiana do negócio;

- uma nova geração de acionistas não tem interesse ou a competência requerida para a gestão do negócio;
- existem problemas insuperáveis de sucessão na família fundadora.

Em qualquer dos casos, essa transição não é fácil. O desafio recorrente que mais observo é o da confiança. Costuma ser muito difícil para os fundadores acreditar que um executivo contratado vá cuidar do seu negócio com a mesma preocupação e dedicação. Isso gera um dos problemas mais comuns na fase de transição: a dificuldade para delegar autoridade de forma compatível com a responsabilidade.

Pode parecer óbvio que contratar um diretor geral (ou CEO) significa que ele deva ser o responsável por conduzir a empresa. Mas não espere que a transferência de autoridade para tanto seja automática e sem traumas.

Na medida em que a "alta gerência" (ou seja, os executivos contratados para dirigir a empresa) assumam sua responsabilidade e exerçam a autoridade correspondente, apenas prestando contas ao board de acionistas, é relativamente comum um sentimento de insegurança e a expressão "ditadura dos executivos" (ou alguma semelhante) passa a frequentar os encontros privados de acionistas, traduzindo o sentimento de que os executivos contratados querem "mandar na empresa".

Esse sentimento dificilmente é superado pelos sócios-fundadores e justifica suas idas, vindas e interferências na gestão durante a fase de transição, mesmo quando a empresa vai bem e supera resultados. Em algumas situações as interferências beiram o assédio moral, mas há que se dizer em defesa dos acionistas que entregar sua empresa na mão de "estranhos" não é uma tarefa trivial.

Cabe aos executivos contratados compreender essa situação e procurar conquistar a confiança dos acionistas sendo o mais transparente possível em suas ações e decisões, sem arrogância ou melindres.
Se não tiver paciência ou talento para tanto, melhor procurar emprego em companhias de capital aberto, onde os problemas serão outros.

Com informações de Administradores.com

terça-feira, 24 de abril de 2012

Como motivar seus funcionários mais competentes



Uma das missões mais importante e mais desafiadora de um gestor é fazer com que seus pares estejam sempre motivados e dispostos a melhorar suas habilidades de maneira constante. Um desafio e tanto se levado em conta que cada funcionário tem seu jeito de ser e de trabalhar. Entre os que são muito competentes, há os motivados e os desmotivados. Da mesma forma, há os que são super animados, mas pouco competentes.

Para cada tipo de colaborador, é preciso um uma maneira diferente de liderar. Abaixo, com ajuda de consultores de gestão, listamos os principais pares formados pela relação competência e motivação e a postura que cada um deles exige de um bom gestor.

Funcionário altamente competente e muito motivado

Características: é pro-ativo. Está sempre em busca de novas tarefas e novos desafios. Antecipa-se aos problemas e traz boas soluções. É eficiente (faz bem) e eficaz (faz o que é certo).

Como lidar:delegue o máximo de decisões e dê-lhe muita autonomia. Negocie com ele a prestação de conta e controle o resultado, mas não a maneira como ele prefere atingir tais objetivos. É importante que ele saiba que você assumiu o risco de deixá-lo tomar algumas decisões porque você confia no potencial dele. Mas que também não descuidou de cobrar resultados sempre que necessário.

Funcionário altamente competente, mas muito desmotivado

Características:é bom. Quando executa uma tarefa, faz bem feito, mas não é pro-ativo. É mais reativo (apenas faz o que lhe mandam). Não busca, por iniciativa própria, novos projetos ou desafios. Há duas causas para a desmotivação: profissional, quando ele não encontra motivação dentro do ambiente de trabalho; e pessoal, quando enfrenta uma fase difícil em sua vida particular, que lhe toma toda a atenção.

Como lidar:se a causa for profissional, busque envolver mais o funcionário nos processos de decisão. Faça-o sentir parte de projetos importantes, valorize sua opinião e mostre a ele que, por causa de sua competência, suas ideias podem ser importantes para o grupo.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Quais habilidades um gestor de sucesso precisa ter?


Comandar uma grande empresa requer habilidades para lidar com inúmeros desafios, que vão desde saber gerir equipes e mantê-las motivadas até traçar rotas de crescimento competitivas, mesmo com alguma alteração de regra do mercado.

Ainda assim, saber dar nó em pingo d´água não é o suficiente para ser um bom líder. Algumas habilidades são essenciais para executivos que conduzem cargos estratégicos das grandes companhias e querem fazer delas as melhores dentro de seus ramos de atividades. A seguir estão cinco delas apontadas por Fabio Marra, diretor de recrutamento executivo da Mariaca.

Adaptabilidade

Uma hora, ele trabalha numa empresa petroquímica nacional. Em outra, numa farmacêutica inglesa. Mais para frente em uma varejista familiar. Não importa onde, o bom líder sabe se adaptar às regras de qualquer companhia que saiba o que faz, para quem e onde quer chegar. Não importa se terá de se reportar a seis conselheiros de administração ou ao fundador de uma empresa tradicional, ele sabe exatamente o que em de ser feito.
“As maneiras como os negócios são conduzidos nesses vários universos são muito diferentes, mas para ele é fácil se adaptar às várias formas de reportar os resultados, já que o mais importante é trazê-los", afirma Marra.

Resiliência

Sabe quando um executivo é colocado sob muita, muita pressão e, depois de entregar os resultados, passado o momento mais turbulento, ele se revolta por ter passado por aquilo? Pois então, resiliência é justamente o oposto disso. O executivo resiliente sabe que a pressão faz parte do jogo. E tem plena convicção de que assumiu o cargo na condição de jogar e jogar muito bem, diga-se de passagem.
Para ele, picos de trabalho não significa estresse acumulado, falta de respeito pelo seu trabalho ou excesso de carga. Picos de trabalho são apenas picos de trabalho... e eles passam. E são sem importância diante do desafio de comandar uma empresa.

Interatividade

É claro que líderes de cargos estratégicos precisam se cercar de pessoas confiáveis e competentes no que fazem. Mas seu maior diferencial é saber manter essas pessoas ao seu lado e fazer com que eles se inspirem no chefe que tem. O contrário a isso pode ser desastroso. “Você pode ter as melhores pessoas possíveis na sua equipe. Mas se não souber conduzi-las, não terá como extrair o potencial delas ao seu lado”, afirma o headhunter.
O bom líder não cobra apenas resultados, ele também trabalha para alcança-los juntos a sua equipe. E por isso comemora cada pequeno avanço com eles. A proximidade com a equipe faz com que o líder também tenha uma visão melhor de quem trabalha com ele. “Há ótimos profissionais que não sabem fazer marketing pessoal”, diz Marra. “Só com uma avaliação mais minuciosa o gestor saberá do talento que cada colaborador tem”.

Polivalência

Da mesma maneira que o bom líder sabe se adaptar aos vários tipos de empresas, ele também consegue ter uma boa desenvoltura em vários departamentos. Os melhores gestores são aqueles que já passaram por áreas tão distintas quanto logística e marketing e souberam extrair o melhor de cada experiência. “A estratégia de uma companhia é feita em várias frentes e um líder que já tenha passado por várias áreas tem uma visão global de onde quer chegar e como“, afirma o headhunter.

Ponderação

Demitir pessoas, reduzir custos, inovar serviços... decisões que mudam todo o rumo de companhia, e algumas vezes até o destino de pessoas fazem parte do cotidiano de gestores de grandes companhias. Ponderar as melhores alternativas para ele, a companhia e demais envolvidos é uma habilidade essencial para que o executivo tenha sucesso nisso. “Ele precisa avaliar quão benéfico será o impacto das mudanças para os resultados”, diz Marra.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aprenda como não desmotivar aquele funcionário que deixou de ser promovido

Nem sempre é possível promover todo mundo, e a frustração pode acabar desenvolvendo-se dentro da empresa, mais do que se pode imaginar. Por isso é ideal que o empresário saiba lidar com isso para não desmotivar os funcionários. Caso isso aconteça é bom o empresário ser atento e habilidoso para acabar não perdendo o empregado.

Para o sócio-fundador da consultoria de gestão Muttare, Tatsumi Roberto Ebina, apenas um bom líder pode fazer a diferença na ocasião e se possível, transformar a frustração em oportunidade.

“Ao perceber um baixo desempenho do profissional e até mesmo certo abatimento, o gestor deve convidar o colaborador em questão para uma conversa para detectar o que está acontecendo”, explica. Para ele, apenas desse modo é possível entender o ponto de vista do colaborador e então orientá-lo para que o mesmo possa buscar seus objetivos.

Dicas
É muito importante que o gestor esteja sempre um passo a frente de sua equipe, podendo assim prever e antecipar qualquer reclamação de colaboradores insatisfeitos com decisões.

“Ele não deve esperar que um profissional o procure. Dependendo do perfil do contratado, tal questionamento pode ser feito de forma tempestiva e isso não é apropriado”, diz a manager da divisão de RH da Michael Page, Thais Teperman.

E qual seria a solução? Para Roberto Ebina, a melhor maneira de resolver este problema é conversar com o funcionário, conversando de forma que o empreendedor descubra as razões da desmotivação. “Sem esse papo fica difícil não frustrar alguém que esperava uma promoção”, diz.

“Um líder habilidoso deve sempre testar os funcionários que se acharem capazes por meio de novas oportunidades e desafios. Esse pode ser o diferencial para manter um profissional competente na empresa ou para perdê-lo para o mercado”, diz Ebina.

Profissional: como agir
Uma boa dica para os profissionais que não possuem a sorte de contar com um líder atento por perto é convidar o superior para uma conversa. Nessa hora, nada de timidez ou grandes arroubos emocionais; a recomendação é sempre fazer uso do bom senso.

Com informações do site Administradores.com

terça-feira, 20 de março de 2012

Liderança na empresa


Não há nada pior para um gestor do que perder o respeito de sua equipe. Aliás, há: nunca tê-lo sequer conquistado. Há vários motivos para cair em desgraça, mas um cada vez mais frequente é não saber lidar com funcionários melhores do que você.

Vários caminhos podem levá-lo a essa situação, desde a crescente melhoria do nível profissional de quem chega ao mercado de trabalho, até a sua própria preguiça em desenvolver novas habilidades.

De qualquer modo, algumas estratégias ajudam a liderar funcionários brilhantes, mesmo que, diante deles, você se sinta apenas um pobre mortal e sem parecer um completo idiota. Pelo menos, é o que afirma Tom Yuin, colunista da Forbes. Veja as principais:

Aprenda a lidar com pessoas (qualquer pessoa)
À medida que alguém sobe na hierarquia, as qualidades técnicas não são mais suficientes. É preciso também aprender a se relacionar com gente. Segundo Yuin, isso envolve três coisas: compreender profundamente o que a outra pessoa deseja; saber lidar com as expectativas dela; e ser um bom comunicador, capaz de explicar claramente sua posição e o que oferece na negociação.

Coloque os competentes na vitrine (e não embaixo do tapete)
Os gestores inseguros tendem a sufocar qualquer pessoa competente pelo caminho, com medo de que lhe roube o cargo. Já os bons líderes valorizam quem se destaca. Na prática, isso significa:

a) Reconhecer que o expert é o funcionário, e não você, e consultá-lo quando for preciso;
b) Dar bastante autonomia para que ele atue; não fique gerenciando cada passo dele no projeto;
c) Interessar-se pelo que ele sabe.

Aproveite: aprenda com ele.
Ao lhe dar espaço e liberdade de decisão, esteja ciente de que ele, mais dia, menos dia, tentará mudar algo – uma rotina de trabalho; uma norma interna, o que for. E, mais do que isso, um dia ele irá errar. Avalie a situação: se ele agiu de boa-fé, buscando melhorar os resultados da equipe, e se os erros são administráveis, fique ao seu lado.

Seja alguém com quem eles podem trocar ideias
Vamos lá: a menos que nem você entenda como conquistou um cargo de liderança na empresa, deve haver algo que sabe e que seja útil para a equipe. Deixe que as pessoas o vejam como alguém para trocar ideias, tirar dúvidas, pensar alto.

Quem gosta do seriado Dr. House deve se lembrar de quando o médico rabugento pede uma má ideia, qualquer má ideia, para que ele a possa transformar em algo bom. Mesmo que você não seja brilhante, sua opinião pode ser o ponto de partida para um belo insight.

Seja um cara descolado
Pessoas brilhantes gostam de gente antenada, e não apenas nas últimas tendências do mercado em que atuam. Gente boa costuma ser atraída por ideias diferentes e inovadoras em qualquer área, dos novos programas de TV até o que virou moda nos esportes (e muito mais). Fique ligado.

Fonte: Exame

quinta-feira, 15 de março de 2012

Jovens impulsionam empreendedorismo no Brasil



A força do empreendedorismo no Brasil está na juventude. E pode ser medida pela capacidade de renovação nas duas faixas etárias que mais crescem. Hoje, o grupo dominante é formado por jovens adultos de 25 a 34 anos - soma 22,4%. Mas os que têm de 18 a 24 anos vêm logo atrás e formam a faixa que mais cresceu na última década: 7,4%.

Quando se toma como parâmetro o IBGE (Instituto Brasilerio de Geografia e Estatística), que classifica o jovem adulto como pertencente à faixa de 18 a 29 anos, pode-se considerar uma parcela ainda maior de jovens com papel ativo na economia brasileira.

Entre os países desenvolvidos e emergentes, o chamado G20, o Brasil e a Rússia são os únicos nos quais os empreendedores na faixa de 18 a 24 anos representam um número maior do que aqueles que têm 35 anos ou acima disso. Em 2010, o primeiro grupo representou 17,4% dos empreendedores nacionais.

Para Cláudia Bittencourt, diretora-geral do Grupo Bittencourt,  focado na seleção de franqueados para diversas marcas, o jovem tem a favor de si uma disposição para o trabalho maior, além de estar naturalmente ligado a novas tendências do mercado devido à pouca idade. Ela aponta algumas empresas de seu portfólio como adequadas para investidores jovens, como as Havaianas, a Empório Body Store e a UZ Games.

João Bonomo, professor de empreendedorismo da Ibmec Minas Gerais, concorda com a tese. "Os alunos que eu acompanho focam negócios com dinamismo, que exigem muita energia. São jovens que se comunicam muito bem, fazem mais de duas coisas ao mesmo tempo e têm um perfil de relacionamento muito intenso."

Segundo ele, uma característica comum aos jovens é a busca de oportunidades de negócios que sejam dinâmicas e que exijam atualização constante. Alguns segmentos que destaca como ideais para esses empreendedores são as áreas de e-commerce, moda, design, música e esportes de aventura. "O jovem sempre teve um perfil mais dinâmico, antes do e-commerce tivemos a onda das empresas de turismo", exemplifica. Em sua opinião, no entanto, essas áreas não são exclusivas para as novas gerações.

Cláudia Bittencourt ressalta que o jovem empreendedor deve avaliar se o seu perfil pessoal e profissional se alinha com o negócio que tem em vista. "Na hora de buscar uma franquia, por exemplo, é preciso medir a sinergia dele com o nicho. Um jovem mais tímido, por exemplo, terá dificuldades com franquias que exijam muito dele na área de vendas", explica. Dito isso, ela lembra que o empreendedor iniciante está acostumado com um mundo mais dinâmico e interconectado, o que lhe dá uma vantagem na interação com clientes e - no caso de franqueados - com o franqueador. "Há negócios que exigem grande capacidade de atualização rápida, como é o caso do varejo". Segundo ela, o dono de uma empresa nessa área deve aprofundar o relacionamento com clientes e fornecedores, assim como estar permanente atento à divulgação de sua marca.

Para Bonomo, áreas que exigem menos atualização tendem a ser menos atraentes para os empreendedores jovens. "Uma loja de tinta, uma oficina de banners ou uma empresa de manutenção de extintores podem até possuir certo dinamismo, mas não tão intenso quanto áreas como a de e-commerce" exemplifica.

Outro nicho propício para o empreendedorismo jovem citado por Cláudia Bittencourt é a área da alimentação, que exige muita energia e grande dedicação. "De domingo a domingo", diz. Ela também ressalta alguns segmentos que têm sido procurados por jovens interessados em empreender, como escolas de idiomas, moda, esportes e turismo. "Se ele gosta muito de viajar, por que não abrir uma agência de intercâmbio?"


terça-feira, 13 de março de 2012

Como formar lideranças numa empresa





Há cinco anos à frente da Sloan School of Management, unidade do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), o americano David Schmittlein tem uma incumbência nada trivial: preparar líderes empreendedores e inovadores para o século XXI,  sejam eles empresários, administradores públicos ou inventores. E Schimittlein tem um método para cumprir sua missão.

O primeiro ponto é oferecer a pós-graduandos de mais de 60 países que estudam na instituição uma convivência intensa com pesquisadores e empresários. "Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus", diz. Outro ponto do método é ensinar aos aspirantes que o líder deste século não dá ordens, mas, sim, convence. "O líder agora precisa fazer com que as pessoas entendam o propósito de uma empresa ou de um projeto. 

E precisa envolvê-las nisso." Por último, mas não menos importante, o método da escola do MIT prega que fracassar é parte do aprendizado dos que ousam. "Os líderes aprendem mais com os erros do que com os acertos e estão seguros de que, mesmo se falharem, serão valorizados no mercado", afirma o reitor. 

“Recebemos empresários em nosso campus, que convivem conosco e com nossos alunos por algum tempo. Também mantemos uma relação próxima com startups (as nascentes empresas de inovação), que transmitem conhecimento a nossos estudantes.”

“Criamos competições dentro do campus para que os alunos apresentem suas criações e existem empresas que oferecem o suporte financeiro para isso. Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus.”
Com informações da Exame

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Frases que um empreendedor deve evitar


Quase todos os empreendedores adoram falar sobre as suas empresas. Contam para amigos, parentes, clientes ou conhecidos como a ideia do negócio surgiu, por que vale a pena apostar neste mercado, quais são seus desafios e por aí vai.

Em algumas situações, no entanto, ele precisa saber resumir o mais importante em poucos minutos, como em apresentações para investidores. Neste momento, além de clareza e credibilidade, o empreendedor deve convencer o seu interlocutor.

Aparentar desorganização ou mentir são os piores erros possíveis nesta hora.  Ele deve falar a verdade sobre o negócio. Alguns frases também devem ser evitadas:

“Meu produto é tão inovador que não tem concorrentes”
Ao invés de pensar que seu produto é realmente uma inovação, o investidor vai achar que você não observou bem o mercado. A concorrência sempre existe. Para observar isso é preciso fazer uma boa pesquisa de mercado.

‘Meu negócio não tem risco”
Não existem negócios sem risco. Fique atento a quais são os riscos e saiba explicá-los sem medo.

“Minha ideia é genial”
Mais do que um projeto no papel, os interessados na sua empresa querem conhecer de perto a viabilidade da ideia. Por isso, ficar inflando o valor do projeto e insistindo que não existe nada melhor ou parecido no universo pode ser prejudicial. 

“Ainda não defini minha área de atuação”
Com tanta imprecisão, os empreendedores que usam frases deste tipo não passam credibilidade ao público.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Documentos que sua empresa deve ter sempre em dia





Ter uma empresa sempre exige que o empresário esteja atento a uma série de detalhes e documentos. Até mesmo depois de consolidada a empresa é preciso estar atento à papelada e manter esses documentos atualizados.
Como destaca a consultora, Sandra Fiorentini, existem alguns documentos que precisam estar sempre à disposição da fiscalização. “Caso o empreendimento não esteja com tudo em dia, pode ser autuado e correr o risco de receber uma multa ou até ter a empresa fechada”.
Saiba quais são os documentos que não podem faltar na sua empresa, desde licenças de funcionamento até documentos contábeis e fiscais.

Alvará

 É a autorização que toda empresa tem para funcionar e obedece a critérios municipais. “Para conseguir a autorização, é preciso verificar se o local do imóvel está regularizado, se a planta está regularizada junto à prefeitura, se a lei de zoneamento permite determinada atividade naquela região”, esclarece Sandra.
O alvará deve ser renovado periodicamente, o que também varia em cada cidade, em algumas o prazo é de 01 ano, em outras, de 2 anos. Isso é resolvido junto a cada prefeitura. Importante lembrar que em esse documento, a empresa pode ser fechada a qualquer momento.

CNPJ

Sem esse documento não é possível fazer nada, pois ele funciona como o RG da empresa.  Qualquer débito em aberto junto à Receita Federal, como a ausência de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, pode levar à suspensão ou restrição do CNPJ.

Inscrição estadual e municipal

Toda empresa de comércio precisa ter um cadastro junto à Secretaria de Fazenda do seu estado. No caso das prestadoras de serviço, este registro deve ser feito pelo município. Os motivos que levam a restrições nesta documentação são semelhantes aos do CNPJ, porém, na esfera estadual e municipal. 

Relação Anual de Informações Sociais

A RAIS, ou Relação Anual de Informações Sociais, diz respeito à contratação de pessoas e controla as atividades trabalhistas no país. A entrega do documento é obrigatória todo ano, mesmo que não haja contratações. A única exceção são os empreendedores individuais, que estão dispensados da entrega.
A relação pode ser enviada pela internet, no site do Ministério do Trabalho. Em caso de ausência, a empresa é multada. A taxa é calculada pelos dias de atraso, levando em consideração a quantidade de empregados omitidos, até 30 dias, o valor por empregado é de 4,47 reais, e aumenta conforme o tempo. 

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

O Caged, ou Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, é a forma pela qual o Ministério do Trabalho controla quem foi demitido e admitido. No site do órgão é possível preencher o formulário. Em caso de não entregar o documento, o empresário precisa justificar e também está sujeito a uma multa.

Livro

Toda empresa deve manter documentos que registram as atividades contábeis no local. São os livros diáriso, razão, entradas e saídas. No primeiro devem constar todas as movimentações dentro da empresa, como compras, vendas, pagamentos e recebimentos. O livro razão enumera por tipo de pagamento (banco, caixas ou fornecedores) as movimentações. Entradas e saídas dizem respeito às compras de estoque e vendas de produtos realizadas.

Guias

Também deve estar na mão a Guia de Recolhimento do FGTS (Gefip). Ela deve ser entregue mensalmente e pode ser preenchida no site da Receita Federal. É necessário informar os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e os valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores. Outro documento importante é a Guia da Previdência, que comprova o pagamento anual da Contribuição Sindical Patronal e  também deve estar sempre em dia.

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