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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fusão de aplicativos traz maior eficácia à publicidade no twitter

Uma das maiores preocupações de quem faz publicidade na internet é a mensuração da eficácia de seus anúncios. Para ter maior controle sobre a quantidade e o tipo de público que desejam atingir, os anunciantes costumam utilizar ferramentas que segmentam pessoas de possível afinidade com o produto, filtram melhores horários para veiculação da propaganda, entre outras utilidades. 

No caso do twitter, os aplicativos Buffer e Tweriod permitem às empresas divulgar anúncios e informações em horários em que serão mais visualizados e acessados pelo público de interesse. O Buffer (que também pode ser usado em outras redes sociais, como o Facebook) funciona como uma agenda de tweets: é possível armazenar links que serão compartilhados para os seguidores em um horário previamente definido. O aplicativo tem uma versão gratuita para apenas uma conta do Twitter e permite agendar até 10 tweets diários, número que pode ser aumentado se a ferramenta for compartilhada com amigos.

Já o Tweriod, que também possui versão gratuita, analisa os horários de publicação dos seguidores, indicando os momentos do dia em que estão mais conectados e gerando relatórios que fornecem dados estatísticos, como um gráfico com o número de seguidores online a cada hora do dia, por diferentes dias da semana. 


Em maio deste ano, as duas ferramentas foram integradas, aumentado o controle e a efetividade da divulgação no twitter. Agora, a configuração de horários é feita de forma automática: os textos e links armazenados no Buffer são divulgados a partir das orientações geradas nos boletins do Tweriod, alcançando o maior número de pessoas possível. No entanto, como o grupo de seguidores varia ao longo do tempo, é preciso que a sincronização dos aplicativos seja feita com regularidade, ao menos uma vez por mês.





Fontes:  Mediabistro

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novos Ads no Facebook



A maior rede social do mundo, com aproximadamente 700 milhões de usuários, vem se afirmando cada vez mais como um dos melhores espaços para anúncios online, faturando, somente em 2010, US$ 1,86 bilhão (dado divulgado pela eMarketer). O Facebook quase dá a impressão de ter sido pensado para a publicidade e propaganda, devido às várias ferramentas destinadas à promoção de empresas e seus produtos: desde as páginas, perfis onde as marcas podem indexar conteúdo e se relacionar diretamente com seu público, até os aplicativos sociais, que permitem um serviço mais atraente e lúdico, como os jogos, incentivando o usuário a compartilha-los com seus amigos.

Esse leque de opções publicitárias é potencializado pelo maior trunfo da rede social: a apurada segmentação de público. O Facebook Ads é uma plataforma de anúncio semelhante ao Adwords do Google, porém com a vantagem de exibir propagandas voltadas para parcelas específicas de usuários, que são selecionadas a partir de informações que vão desde o seu país de origem, faixa etária e gênero, até escolaridade, local de trabalho, estado civil e orientação sexual.

No último mês, a empresa de Mark Zuckerberg anunciou duas novidades para incrementar o potencial de marketing da rede. A primeira delas, ainda em fase de teste (apenas 1% do público já tem acesso), é a publicidade segmentada em tempo real, a partir das atualizações dos usuários.  O objetivo é que se alguém publicar “Que fome!”, apareça em sua página o anúncio de um restaurante, por exemplo. Essa ferramenta tem como base um sistema algoritmo que calcula o feed de notícias que interessa a cada usuário. 



A segunda boa nova para o meio publicitário é um novo formato de anúncios posicionados ao fazer o logout da página. Com isso, a propaganda deixa de competir diretamente com o conteúdo veiculado na parte interna da rede social e passa a ter um espaço próprio, sendo também segmentada de acordo com o perfil de cada pessoa. A “Logout Experience” foi anunciada em fevereiro, no fMC, evento oficial de marketing do Facebook. Para veicular uma propaganda durante 24h nesse espaço, os anunciantes devem pagar US$ 700 mil, segundo o Ad Age Digital. O novo formato também apresenta a funcionalidade “Ofertas”, uma forma direta de apresentar promoções e despertar o interesse do público. No Brasil, a primeira a experimentar a novidade foi a Unilever, que divulgou filmes publicitários de produtos cosméticos.


           Agenciars
         eMarketer

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Anúncios no Youtube dividem opiniões

Fundado em 2005, pelos amigos Chen, Chad Hurley e Jawed Karim, o Youtube é hoje umas das principais ferramentas de publicidade na internet. Um ano após ter sido comprada pelo Google, a rede social incorporou um novo modelo de publicidade, desenvolvido pela empresa. O modelo consiste no aparecimento do anúncio na parte inferior da tela e permite ao usuário, após cinco segundos iniciais, assistir ou não a propaganda. 

Para os anunciantes, o projeto é uma faca de dois gumes: se por um lado, os internautas podem simplesmente ignorar as campanhas publicitárias, a partir da ferramenta chamada TrewView, por outro, a partir dos cliques, as empresas conseguem ter maior controle sobre o público que desejam atingir. Antes de ser implantada, a ideia foi submetida a um teste, em 2007, no qual somente 10% dos usuários fecharam o anúncio, enquanto 75% assistiram à propaganda até o final. 

No entanto, uma pesquisa da International Business Machines (IBM) afirma que 40% dos entrevistados não gostam de assistir publicidade de grande duração, em vídeos online. A pesquisa chamada “The Endo f Advertising as We Know It”, teve como base os depoimentos de 80 executivos de publicidade e 2400 usuários. Apesar disso, 94 de cada 100 das maiores empresas de publicidade, veiculam anúncios no Youtube, e também em outras páginas do Google, como mostra o infográfico abaixo:

Fontes:

terça-feira, 27 de março de 2012

Publicidade no sistema Android: o barato sai caro?



     Uma estratégia de utilização da publicidade de forma alternativa é o que a empresa Android faz: colocá-la embutida nos mais diversos aplicativos. Dentre os produtos oferecidos há hoteis, viagens, informações sobre o trânsito ou até mesmo uma propaganda de um outro aplicativo da empresa que seja relacionado ao que você está usando. Apesar de ser uma estratégia interessante, ela vem acompanhada de uma série de problemas.
     Que a utilização de apps consome mais bateria, a maioria dos usuários do sistema operacional Android já sabem, mas, segundo uma pesquisa da Purdue University, nos Estados Unidos, os aplicativos gratuitos que vêm com anúncios consomem quase 75% de energia da bateria a mais do que os demais. O teste foi feito com cinco aplicativos populares: o app do New York Times, os games Angry Birds e Freechess, o serviço de GPS Map Quest e o navegador padrão do sistema.
     No Angry Birds, a maior parte da energia consumida é devido ao envio de dados sobre o usuário e o download de publicidade, já que a cada nível que passa, um novo banner de anúncio é baixado. No Freechess(jogo de xadrez), metade da energia gasta é devido à publicidade e a demora para carregar os dados pessoais (30 segundos) também consome muita energia da bateria. Já nos demais apps testados (GPS Map Quest, New York Times e o browser original do sistema), são gastos, respectivamente 20%, 15% e 16% da energia da bateria do usuário.

Exemplo de publicidade em aplicativo do sistema operacional Android.

     Outro ponto negativo de se utilizar os apps gratuitos do sistema operacional Android é a própria segurança das informações dos usuários. Um grupo de investigadores da Universidade Estatal da Carolina do Norte, nos EUA, descobriu que há problemas de segurança em diversas bibliotecas utilizadas para apresentar essa publicidade.
     Os apps que utilizam essas bibliotecas podem até ser inofensivos, mas muitos utilizadores mal-intencionados podem passar pela defesa do próprio sistema operacional. Em alguns casos, as bibliotecas de softwares usadas por estes apps “recorrem a um mecanismo inseguro para ir buscar código de internet e difundi-lo, o que representa um risco imediato e sério para a segurança”, como dito pelos pesquisadores durante a 5th ACM Conference on Security and Privacy in Wireless and Mobile Networks.
     Das 100 mil aplicações do Google Play examinadas pelo grupo, foi constatado que quase metade utilizam o GPS para seguir a localização do usuário; uma em cada 23 permite que esses dados sejam passados para os anunciantes e, em alguns casos, o grupo descobriu que esses aplicativos podem ter acesso ao registro de chamadas, número de telefone do utilizadores e à lista dos demais aplicativos do celular.
     Como a maioria dos serviços gratuitos, o sistema operacional Android apresenta muitas falhas. Os pesquisadores sugerem que pouco pode ser feito sobre isso diretamente, já que é muito mais complicado para um usuário desses apps comprarem as versões pagas, sem anúncios; o que, ainda assim, não impede esses aplicativos de solicitarem sua localização e dados pessoais (ativando a rede 3G e o GPS) da mesma forma. Uma medida paliativa que os pesquisadores sugerem é que, ao utilizar esses aplicativos por longos períodos, o usuário desligue sua conexão de dados e o GPS ou então que ele tente utilizar um Firewall.

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