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terça-feira, 27 de março de 2012

Publicidade no sistema Android: o barato sai caro?



     Uma estratégia de utilização da publicidade de forma alternativa é o que a empresa Android faz: colocá-la embutida nos mais diversos aplicativos. Dentre os produtos oferecidos há hoteis, viagens, informações sobre o trânsito ou até mesmo uma propaganda de um outro aplicativo da empresa que seja relacionado ao que você está usando. Apesar de ser uma estratégia interessante, ela vem acompanhada de uma série de problemas.
     Que a utilização de apps consome mais bateria, a maioria dos usuários do sistema operacional Android já sabem, mas, segundo uma pesquisa da Purdue University, nos Estados Unidos, os aplicativos gratuitos que vêm com anúncios consomem quase 75% de energia da bateria a mais do que os demais. O teste foi feito com cinco aplicativos populares: o app do New York Times, os games Angry Birds e Freechess, o serviço de GPS Map Quest e o navegador padrão do sistema.
     No Angry Birds, a maior parte da energia consumida é devido ao envio de dados sobre o usuário e o download de publicidade, já que a cada nível que passa, um novo banner de anúncio é baixado. No Freechess(jogo de xadrez), metade da energia gasta é devido à publicidade e a demora para carregar os dados pessoais (30 segundos) também consome muita energia da bateria. Já nos demais apps testados (GPS Map Quest, New York Times e o browser original do sistema), são gastos, respectivamente 20%, 15% e 16% da energia da bateria do usuário.

Exemplo de publicidade em aplicativo do sistema operacional Android.

     Outro ponto negativo de se utilizar os apps gratuitos do sistema operacional Android é a própria segurança das informações dos usuários. Um grupo de investigadores da Universidade Estatal da Carolina do Norte, nos EUA, descobriu que há problemas de segurança em diversas bibliotecas utilizadas para apresentar essa publicidade.
     Os apps que utilizam essas bibliotecas podem até ser inofensivos, mas muitos utilizadores mal-intencionados podem passar pela defesa do próprio sistema operacional. Em alguns casos, as bibliotecas de softwares usadas por estes apps “recorrem a um mecanismo inseguro para ir buscar código de internet e difundi-lo, o que representa um risco imediato e sério para a segurança”, como dito pelos pesquisadores durante a 5th ACM Conference on Security and Privacy in Wireless and Mobile Networks.
     Das 100 mil aplicações do Google Play examinadas pelo grupo, foi constatado que quase metade utilizam o GPS para seguir a localização do usuário; uma em cada 23 permite que esses dados sejam passados para os anunciantes e, em alguns casos, o grupo descobriu que esses aplicativos podem ter acesso ao registro de chamadas, número de telefone do utilizadores e à lista dos demais aplicativos do celular.
     Como a maioria dos serviços gratuitos, o sistema operacional Android apresenta muitas falhas. Os pesquisadores sugerem que pouco pode ser feito sobre isso diretamente, já que é muito mais complicado para um usuário desses apps comprarem as versões pagas, sem anúncios; o que, ainda assim, não impede esses aplicativos de solicitarem sua localização e dados pessoais (ativando a rede 3G e o GPS) da mesma forma. Uma medida paliativa que os pesquisadores sugerem é que, ao utilizar esses aplicativos por longos períodos, o usuário desligue sua conexão de dados e o GPS ou então que ele tente utilizar um Firewall.

domingo, 18 de março de 2012

A Nova Publicidade


A internet, meio de comunicação que mais se expande no mundo, tem sido cada vez mais explorada pela publicidade. Em 2011, o crescimento do acesso à web, que chegou a 20%, foi acompanhado pelo aumento de 8,5% do mercado publicitário, refletindo a interação quase simbiótica entre as duas áreas, atualmente.

Essa relação iniciou-se em 1995, quando a Netscape (empresa de comunicação) lançou o browser que transacionou para a rede o modelo de contrato publicitário CPM (cost per thousand – custo por mil impressões), típico de meios como jornais e revistas. Na internet, o CPM foi rapidamente substituído pelo CPC (cost per click – custo pelo clique), que fornece ao anunciante dados imediatos sobre a repercussão de sua propaganda. A partir daí, a publicidade passou a investir nos formatos display, search e, principalmente nas redes sociais, sendo impulsionada também pelo consumo de vídeos e áreas de entretenimento.

Com o objetivo de analisar as dinâmicas que envolvem a web publicity, o Briefando, projeto da disciplina Comunicação e Tecnologia, da Faculdade de Comunicação da UFBA, pretende abordar as novidades, as vantagens e desvantagens dessa relação, tanto para os consumidores, quanto para os anunciantes.


O vídeo abaixo é uma propaganda de uma empresa de publicidade, a Epipheo (Epiphania + Video), que mostra como a chegada da internet revolucionou o modo de fazer e pensar publicidade. Apesar da falta de legenda, as animações interativas explicam bem de que forma o ser humano adaptou-se às novas tecnologias, desde a pré-história até os tempos modernos.


Fontes:
Ibope Nielsen 
Online comScore

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