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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Veja como administrar seu negócio como grande empresa




Uma pequena empresa tem particularidades que as grandes não têm, mas há práticas e modelos que já são considerados clássicos, ou seja, a sua implantação pode ocorrer em organizações de qualquer porte. Para João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec de Minas Gerais, não é raro perceber que algumas ferramentas de administração adotadas nas grandes empresas terão o mesmo efeito nas pequenas. O problema é que nem sempre os empreendedores conhecem essas ferramentas.

Saiba quais áreas da empresa em que se espelhar nas grandes companhias vale a pena. Veja as dicas.

Área financeira
E recomendável que o empreendedor saiba exatamente quais são as fontes de receita, de custos e despesas e, mais do que isso, o que elas representam para o negócio. É preciso sempre ter em mente o "ponto de equilíbrio", momento em que o capital que entrar passará a ser lucro, e poderá desta forma, ser usado tanto para usufruto próprio, como para reinvestir no negócio. Outra dica é estabelecer, desde o começo, o valor do pró-labore. “O empresário precisa ter claro qual a sua dependência financeira para, a partir daí, determinar uma quantia”.
Nas grandes organizações, um ou mais departamentos cuidam das finanças. Se o empreendedor não possui colaboradores com essa especialização e ele próprio não tiver conhecimento do assunto, vale recorrer a cursos rápidos e consultorias.

Conhecimento do mercado de atuação
Uma grande empresa sabe exatamente quem são seus concorrentes, qual é o preço praticado no mercado por aquele produto ou serviço que ela comercializa e o perfil dos clientes. "Esses itens são obrigatórios para organizações de qualquer porte", opina Bonomo.
Na lista entra ainda o contato estreito com fornecedores, visto que, para negociar melhor preço, prazo de entrega e se beneficiar de promoções, por exemplo. "Uma grande empresa contrata consultorias e funcionários capacitados para lidar com as questões de mercado.
Ele acredita que um pequeno empresário naturalmente saiba quem é seu o público-alvo. Caso não tenha isso muito claro, pode procurar ajuda. "Essa é uma das diferenças entre as grandes e as pequenas: as primeiras investem em conhecimento. Já as de menor porte se acomodam com mais facilidade.

Recursos humanos
Uma grande empresa enxerga os seus funcionários como investimento e não como custo, acredita Bonomo. "Claro que se trata de uma organização e, assim como qualquer investimento, espera-se que o colaborador gere retorno", diz o professor.
Segundo ele, uma lógica deve prevalecer: se a empresa cresce, o colaborador cresce junto. E o inverso também é válido. Por isso, vale a pena investir em treinamento e qualificação para os funcionários. Alinhar as expectativas também é importante. O objetivo é que empreendedor, depois de um tempo, saiba exatamente qual perfil de colaborador seja mais adequado e que mais agregue para a sua empresa.

Operações
De acordo com Bonomo, a maior parte do empreendedores abre empresas porque já tem conhecimento prévio daquilo que vão comercializar ou dos serviços que vão prestar. Uma parcela, porém, escolhe negócios da moda. "Mesmo sem entender da parte operacional, há pessoas que escolhem o segmento de atuação pelo glamour da atividade ou porque vêem outras se dando bem naquele nicho".
A prática, claro, não é recomendada. Para o professor, a grande empresa possui uma área técnica extremamente qualificada, que sabe a importância da pré-produção e do pós-produção. "Quem não entende muito bem do negócio pode vender um produto ruim, porque escolheu mal a matéria-prima, por exemplo. Esse empreendedor vai ter um trabalho a mais no pós-venda, por conta da reclamação dos clientes", diz.
Por isso, mesmo que o empreendedor não ponha a "mão na massa" de fato, ele precisa saber de que maneira é feito o seu produto, quais são as melhores e piores matérias-primas e onde é possível economizar na mão de obra, por exemplo.

Inovação
“Uma grande empresa geralmente é precursora quando o quesito é inovação, as MPE muitas vezes não têm tempo de pensar nisso", afirma Bonomo. Mas o conselho do professor é de que, mesmo assim, as organizações de menor porte não abandonem a inovação, que podem ser feitas em pequena ou grande escala.
Para ele, um negócio jamais pode ser visto como algo fechado, imutável. "As empresas são orgânicas, evoluem. E é isso o que as grandes fazem: pensam em como podem reinventar o seu negócio, mesmo que tenham o mesmo produto e o mesmo mercado", comenta o professor. Às vezes, a inovação pode ser simplesmente ter uma presença mais eficaz na internet. Outras, firmar parcerias para apresentar seu produto ou serviço para um consumidor que até então não era atingido.

Para o professor João Bonomo é importante que os empreendedores procurem encontrar tempo na rotina atribulada de patrão para refletir sobre o negócio e pensar em ações, mudanças, que possam agregar mais valor ao que é comercializado. Para ele, é isso que faz uma empresa se estabelecer e crescer.

Com informações do site Cross Content.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Saiba como administrar melhor seu tempo no trabalho

Imagem: Thinkstock
Sabe aquela sensação de que o tempo deveria ter mais de 24 horas? Se você faz parte do grupo de pessoas que possuem essa opinião talvez seja a hora de mudar sua rotina e otimizar o seu tempo de trabalho.

"Temos pouco tempo para fazer muito e tempo demais para não fazer nada". Essa frase do H. Katchadourian resume bem a situação vivida pela maioria das pessoas. Constantemente novas tarefas são iniciadas sem concluir as anteriores e ao final do dia fica a sensação de que o tempo passou muito rápido e não foi possível fazer nada.

O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Mello diz que é necessário fazer um planejamento das tarefas que serão realizadas no dia para que, com isso, o tempo seja melhor aproveitado. "O simples fato de ficar checando o tempo todo a caixa de e-mail, já tira completamente o nosso foco para o trabalho. No e-mail recebemos muita propaganda e spam, com isso perdemos muito tempo deletando esse tipo de conteúdo. ", disse.

Um dos métodos mais conhecidos para otimizar o tempo é o Pomodoro, criado pelo italiano Francesco Cirillo na década de 80. Ele consiste em dividir as atividades em tarefas (pomodoros) a serem executadas em 25 minutos de total concentração e descanso de 5 minutos entre cada tarefa desenvolvida. Caso haja alguma interrupção durante um "pomodoro", o processo de contagem deve ser reiniciado.

Um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos revela que a cada interrupção, uma pessoa leva em média 11 minutos para retomar a sua concentração. Sebastião Mello afirma que o importante é manter a organização, "anotar as atividades da semana em uma agenda é uma ótima forma de gerenciar a quantidade de tarefas que podem ser desenvolvidas em um dia", ensina.

"Caso a agenda não faça o seu estilo, existem vários aplicativos para celulares e computadores que possuem essa função" lembra o presidente. Um dos aplicativos mais utilizados para organizar tarefas e lembretes é o Evernote, o conteúdo pode ser acessado pelo Iphone, Ipad, Android ou pela web. O aplicativo brasileiro Neotriad, além de fazer a listagem das tarefas, é possível determinar o tempo dedicado a cada uma delas. 

Com informações do site Administradores.com.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

10 dicas para tornar sua empresa líder de mercado

O lugar mais alto no pódio e a liderança, normalmente, são destinados a apenas um. Poucas vezes encontraremos dois ocupando esse espaço. Qualquer que seja o evento, quanto mais ampla a possibilidade de participação de concorrentes, mais dura a competição.

O mundo dos negócios nos permite notar com clareza como o ser humano é surpreendente, criando e tornando obsoletos produtos e conceitos. Nesse aspecto, maior poder terão gestores com visão de futuro, pois poderão não apenas prevê-lo, mas criá-lo.

No ambiente empresarial, onde não há métodos e verdades absolutas, o capital intelectual tem estabelecido as vantagens competitivas. 

O domínio dos recursos naturais há muito tempo é superado pela competência em fornecimento de tecnologia. O barateamento, simplificação de produtos e equipamentos, a facilidade de importação em um mundo globalizado, possibilita a criação de empresas e a sua transferência para locais que permitam a fabricação com custos competitivos.

Nações e empresas que se destacam são aquelas com determinação para investimento e desenvolvimento do capital intelectual de seus recursos humanos. Estes são ambientes que atraem, retém e geram talentos para exercício da sua vocação.

Um produto inovador pode alterar não só futuro de uma empresa, mas de todo mercado. Alcançar o sucesso já um processo é difícil, como mantê-lo? 

Grandes empresas têm sucesso e longevidade porque criam novos produtos continuamente. A essência de qualquer negócio bem sucedido é ter produtos campeões de venda, todo o resto é discurso sem propósito. Produtos e serviços inovadores, que fornecem valores aos clientes, percorrem uma estrada congestionada até ocupar um espaço na mente de seus consumidores.

A relevância do produto e marca não ocorre de forma simples, rápida e graciosa. Há um longo e complexo trabalho a ser desenvolvido com o uso racional e inteligente da mídia para se obter visibilidade significativa.

Não faltam exemplos de marcas e produtos prestigiados que caíram no esquecimento, perderam relevância e foram substituídos por outros, porque os gestores das empresas que os detinham negligenciaram a relação com os clientes.

Fala-se muito em relação com os clientes (CRM – Customer Relationship Management), mas pratica-se pouco. O contato costuma ter como foco o revendedor, quando o efetivo decisor das compras é o consumidor. Há uma verdade que poucos se dão conta: o comerciante está sempre um passo atrás do consumidor. 

Distinguir uma onda de uma tendência é um processo complexo. Antes de abandonar um movimento os consumidores se esbaldam, com isso dificultam a leitura dos comportamentos. Os comerciantes querem segurança antes de aderir, por essa razão muitos entram quando os consumidores já estão saindo atrás de novas propostas.

Em um ambiente competitivo são necessários técnicas de produção e acesso a materiais e recursos para produzir a baixo custo. Por isso, o baixo custo, a excelência em qualidade e os preços competitivos favorecem a organização no estabelecimento de importantes vantagens mercadológicas. Ainda, gestão competente de recursos que permite à empresa manter a saúde financeira para que seus gestores possam se dedicar aos aspectos estratégicos dos negócios.

E, acompanhamento dos planos de trabalho e metas. Sem controle de desempenho não é possível efetuar correções nos desvios observados.

Dessa forma, como pode ser visto, a condução de uma empresa à liderança de mercado requer atenção a 10 passos: 
1 – Visão de futuro;
2 – Investimento em capital intelectual;
3 – Técnicas de produção de baixo custo;
4 – Oferta de valores aos consumidores a preços competitivos;
5 – Investimento em mídia; 
6 – Posicionamento de produto;
7 – Posicionamento de marca; 
8 – Gestão de relacionamento com o cliente – CRM; 
9 – Gestão competente de recursos; 
10 – Controle de desempenho;

A falta de atenção a esses aspectos no médio prazo torna as empresas sobreviventes em decadentes. Dez passos que ratificam que a luta pelo futuro começa não como uma batalha pela participação de mercado, mas como uma batalha pela liderança intelectual.


Com informações do site Sobre Administração

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Veja cinco dicas para afastar o estresse do trabalho




Os executivos brasileiros estão entre os menos estressados no mundo - mas não há tantos motivos para comemorar. Segundo dados da pesquisa o International Business (IBR) 2012 da Grant Thornton International, apenas 19% dos brasileiros entrevistados declararam sofrer com o problema, contra a média global de 28%. Os líderes, Grécia e China, chegam a 67% e 60% respectivamente. A pesquisa revela, no entanto, um dado preocupante: o nível de estresse no Brasil subiu 10 pontos percentuais em 12 meses.

Levando-se em conta a população em geral, segundo a Associação Internacional de Cuidados com o Estresse (Isma-BR), 70% dos brasileiros apresentam sintomas do problema. Desses, 30% registram casos de burn out, termo psicológico que define a exaustão de longo prazo causada pelo estresse.

O estresse no trabalho costuma afetar a capacidade de realização de tarefas. "As pessoas são colocadas frente a novas propostas e não finalizam nem mesmo a primeira do dia. Não têm domínio de sua produção. Ficam perdidas dentro delas mesma", diz a psicóloga Ana Suruagy Botto, socioanalista do Instituto Brasileiro de Psicanálise (Ibrapsi-RJ), especializada em comportamento humano na empresa.

Por isso Ana elencou algumas dicas para se lidar com o estresse. Ela ressalta que as medidas devem ser tomadas de forma complementar. Não há hierarquia ou ordem fixa para sua execução.

1. Identifique o estresse
"O homem moderno é o homem do excesso de estímulos. Já estamos estressados", define Ana. Segundo ela, o sintoma mínimo do estresse é a compulsão. Beber, comer ou mesmo comprar demais são ações que indicam a necessidade de combater o estresse. Esse tipo de comportamento pode acarretar em uma variedade de sintomas adicionais, como obesidade, problemas de relacionamento e doenças diversas. "Em suas formas graves, o estresse se manifesta com depressão, quadros ansiosos, alcoolismo e até câncer ou infarto", explica.

2. Planeje e organize suas atividades
Seja por meio de planilhas, listas ou agendas, é importante organizar diariamente as atividades. Isso evita a falta de foco e a sobrecarga. "O estresse se baseia na sua desorganização interna", diz Ana. Mas, atenção: "Nunca coloque algo na agenda que você não poderá cumprir", aconselha.

3. Estabeleça suas prioridades
Definir prioridades é algo que deve ser feito conjuntamente com a organização. "Você tem que personalizar suas tarefas, perguntar 'onde estou dentro disso tudo?'" Como é impossível realizar todas as tarefas, é importante que o indivíduo dê prioridade àquelas que contribuam para a realização de seus objetivos profissionais.

4. Execute as tarefas a que se propôs
"Planejando-se, e executando diariamente suas prioridades, você inverte a relação do estresse e toma conta de sua vida", ensina Ana. Além disso, conseguir entregar os trabalhos para os quais se propôs já é um ganho. "A maioria das pessoas não consegue isso, e você já passa a ser observado com muito mais valor", julga.

5. Retome o seu eixo
"Um questionamento que utilizo muito é 'quem eu sou, onde estou e para onde eu vou?'", conta Ana. Para se blindar contra o estresse, é importante que a pessoa fortaleça sua identidade e readquira a noção de quem é e do que quer. "São alicerces da segurança pessoal. Respondendo a essas perguntas, não há influência externa de excesso de estímulo e estresse que vá derrubar o indivíduo novamente", diz.

 

Com informações do Terra

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