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terça-feira, 26 de junho de 2012

Aplicativo ensina passo a passo para iniciar um negócio

Trilha do Empreendedor está disponível na internet e nos sistemas Android e IOS; futuros empresários esclarecem e testam conhecimentos sobre abertura de empresas em oito passos

Quando um empreendedor iniciante decide abrir um negócio pode não ter muito claro como e por onde começar. É comum pensar logo na legalização da nova empresa e 'queimar' algumas etapas anteriores que são fundamentais para o sucesso da atividade.

Para esclarecer futuros empresários sobre o que levar em consideração, ao se abrir uma nova empresa, o Sebrae/PR desenvolveu o aplicativo Trilha do Empreendedor, disponível para acesso via internet e a partir de aparelhos móveis, tais como smartphones e tablets.

A consultora, Adriana Schiavon Gonçalves, explica que o aplicativo atende à demanda de inúmeras pessoas que procuram a entidade em busca de um roteiro para iniciar um negócio próprio. "O aplicativo permite que o usuário teste conhecimentos de uma forma bastante lúdica. O Trilha do Empreendedor foi desenvolvido a partir de uma metodologia já utilizada na área de educação", comenta.

Após preencher um cadastro rápido, o interessado escolhe as características desejadas para seu personagem virtual: sexo, cor de cabelo, roupa, cor de pele e carro. A primeira resposta a ser fornecida é se a ideia do negócio já está definida. Há três opções de escolha que retornam diferentes orientações. A seguir, o internauta é levado a informar qual é a situação sobre a localização da futura empresa. E o terceiro passo é uma reflexão sobre o montante de dinheiro necessário para instalar e administrar o negócio.

Caso o futuro empreendedor não tenha refletido sobre esse ponto é aconselhado a baixar um modelo de plano de negócios para que possa projetar os custos e entender a necessidade de recursos financeiros. "Muitas vezes, o futuro empreendedor opta por um local para funcionamento do negócio sem avaliar o quanto isso é importante", explica Adriana Gonçalves. O quarto passo analisa o nível de conhecimento do candidato a empresário sobre o mercado e a atividade escolhida. A quinta etapa investiga se o empreendedor já realizou uma pesquisa junto aos possíveis fornecedores, clientes, concorrentes e governo. No sexto passo, é preciso dizer se as informações do futuro empreendimento estão organizadas, analisadas e prontas para serem levadas a uma consultoria de viabilidade. Somente no sétimo passo é que o registro da empresa é abordado.

Por fim, o internauta é questionado sobre como a empresa será administrada. O resultado obtido é encaminhado por e-mail para que o futuro empreendedor examine as orientações calmamente. "O aplicativo Trilha do Empreendedor democratiza informações importantes sobre abertura de negócios, possibilitando que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento. Além disso, poupa tempo de candidatos a empresários que comparecem pessoalmente ao Sebrae para obter exatamente essas informações", afirma a consultora.

Adriana Gonçalves destaca que a empresa está atenta à ascensão e à importância dos conteúdos digitais. Ela cita que a Revista Soluções e o Boletim do Empreendedor, duas publicações mantidas pela entidade inicialmente impressas, ganharam versões móbile recentemente. Para se ter uma ideia do sucesso da aposta nas novas plataformas, desde janeiro de 2012, a revista obteve quase 2 mil downloads e o boletim, em média, 1.500.

  "Além dessas opções, também está disponível para os dispositivos móveis os aplicativos Teste do Perfil Empreendedor e Laboratório do Conhecimento", recorda.

O aplicativo Trilha do Empreendedor está disponível na Loja Apple, no Google Play e no site Trilha do Empreendedor.

Com informações do site Empreendedores.

terça-feira, 27 de março de 2012

Publicidade no sistema Android: o barato sai caro?



     Uma estratégia de utilização da publicidade de forma alternativa é o que a empresa Android faz: colocá-la embutida nos mais diversos aplicativos. Dentre os produtos oferecidos há hoteis, viagens, informações sobre o trânsito ou até mesmo uma propaganda de um outro aplicativo da empresa que seja relacionado ao que você está usando. Apesar de ser uma estratégia interessante, ela vem acompanhada de uma série de problemas.
     Que a utilização de apps consome mais bateria, a maioria dos usuários do sistema operacional Android já sabem, mas, segundo uma pesquisa da Purdue University, nos Estados Unidos, os aplicativos gratuitos que vêm com anúncios consomem quase 75% de energia da bateria a mais do que os demais. O teste foi feito com cinco aplicativos populares: o app do New York Times, os games Angry Birds e Freechess, o serviço de GPS Map Quest e o navegador padrão do sistema.
     No Angry Birds, a maior parte da energia consumida é devido ao envio de dados sobre o usuário e o download de publicidade, já que a cada nível que passa, um novo banner de anúncio é baixado. No Freechess(jogo de xadrez), metade da energia gasta é devido à publicidade e a demora para carregar os dados pessoais (30 segundos) também consome muita energia da bateria. Já nos demais apps testados (GPS Map Quest, New York Times e o browser original do sistema), são gastos, respectivamente 20%, 15% e 16% da energia da bateria do usuário.

Exemplo de publicidade em aplicativo do sistema operacional Android.

     Outro ponto negativo de se utilizar os apps gratuitos do sistema operacional Android é a própria segurança das informações dos usuários. Um grupo de investigadores da Universidade Estatal da Carolina do Norte, nos EUA, descobriu que há problemas de segurança em diversas bibliotecas utilizadas para apresentar essa publicidade.
     Os apps que utilizam essas bibliotecas podem até ser inofensivos, mas muitos utilizadores mal-intencionados podem passar pela defesa do próprio sistema operacional. Em alguns casos, as bibliotecas de softwares usadas por estes apps “recorrem a um mecanismo inseguro para ir buscar código de internet e difundi-lo, o que representa um risco imediato e sério para a segurança”, como dito pelos pesquisadores durante a 5th ACM Conference on Security and Privacy in Wireless and Mobile Networks.
     Das 100 mil aplicações do Google Play examinadas pelo grupo, foi constatado que quase metade utilizam o GPS para seguir a localização do usuário; uma em cada 23 permite que esses dados sejam passados para os anunciantes e, em alguns casos, o grupo descobriu que esses aplicativos podem ter acesso ao registro de chamadas, número de telefone do utilizadores e à lista dos demais aplicativos do celular.
     Como a maioria dos serviços gratuitos, o sistema operacional Android apresenta muitas falhas. Os pesquisadores sugerem que pouco pode ser feito sobre isso diretamente, já que é muito mais complicado para um usuário desses apps comprarem as versões pagas, sem anúncios; o que, ainda assim, não impede esses aplicativos de solicitarem sua localização e dados pessoais (ativando a rede 3G e o GPS) da mesma forma. Uma medida paliativa que os pesquisadores sugerem é que, ao utilizar esses aplicativos por longos períodos, o usuário desligue sua conexão de dados e o GPS ou então que ele tente utilizar um Firewall.

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