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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Publicidade em blogs: como funciona?


O que a maioria dos blogueiros almejam é possuir muitos patrocinadores e parceiros que o dêem algum tipo de retorno (financeiro ou não), mas o que quase ninguém sabe é: como funciona o firmamento de uma parceria entre o blogueiro e as empresas ou instituições? Quais as contra-partidas de ambas as partes? Quem necessita mais um do outro?

É fato que muitos blogueiros vivem de publicidade em seus blogs, tanto com patrocinadores que os pagam para divulgar algum tipo de produto ou a inserção de algum banner no blog quanto com Adsenses, serviço do Google no qual o dono do blog se inscreve em um programa para exibir anúncios em texto, imagem e mais recentemente, em vídeos. Com o Adsense, o blogueiro, geralmente, recebe “alguns centavos de dólares por clique”, segundo Marisa Ono, uma das donas do site “Advivo” (http://www.advivo.com.br), mas não recebem por visualizações.

Exemplo de Adsense

Outra ferramenta utilizada por blogueiros é a Boo-Box, empresa que utiliza um sistema de rentabilização de sites, blogs e redes sociais, nos quais os anunciantes fazem anúncios online nas mídias sociais controladas pela empresa. Marisa conta sua experiência ao cadastrar uma campanha na Boo-Box. “A título de teste, cadastrei uma. Disseram que demoraria um dia para a campanha começar a ser veiculada no meu blog e então receberia por clique. Um dia, dois dias e nada. Enquanto isso, foram milhares de visualizações gratuitas para as empresas afiliadas”, afirma ressaltando que o autor do blog ou site só receberá dinheiro se alguém efetuar alguma compra, mas que não é possível saber quem gastou ou quanto foi gasto na compra.



Para esclarecer algumas questões, contactamos Tuka Sampaio, dona do Capricha no Blush (http://www.caprichanoblush.com/), blog de moda e maquiagem voltado para o público feminino que possui parceiros como a Vult Cosmética, a Sigma Beauty e algumas lojas de cosméticos como a Fabulous Store. Tuka explicou que, quando o autor do blog é novo nesse “mercado”, há muita exploração por parte dos possíveis patrocinadores. “Quando eu comecei, existiram muitas propostas de “parceria” de empresas que queriam fazer um tipo de exploração muito recorrente e que muitos blogueiros acabam caindo no começo: a chamada parceria de brinde”. Essa parceria funciona da seguinte forma: uma empresa ou uma loja te envia um produto de sua coleção ou estoque e, em troca, você: faz uma resenha sobre o tal produto oferecido; ou coloca um banner permanente com link do site da empresa na sua aba para patrocinadores e parceiros; ou posta, semanalmente, releases que a marca te envia. Ela conta que tentaram essa opção com ela, mas, devido à experiência com blogs, não aceitou. “Como já tive e outros blogs antes do Capricha, eu não me deixei levar e aguardei até que chegassem propostas de parcerias com reais benefícios”.

As contrapartidas existentes entre os blogueiros e as empresas podem ir desde ganhar maior visibilidade até a retorno financeiro. “Os patrocinadores ganham visibilidade. Na área de cosméticos, por exemplo, ao enviar um produto para uma blogueira, ela irá exibir o produto no blog e dar a sua real opinião sobre ele, atraindo futuros compradores para tal produto. Para os blogueiros, geralmente bem a retribuição financeira (para pôr banner no blog, por exemplo, é cobrada uma taxa mensal), seja ela em produtos da marca ou em um valor equivalente a uma divulgação de lançamento ou produto”, explica Tuka Sampaio. Para o blogueiro, o retorno não é apenas financeiro. Segundo Tuka, alguns parceiros, além do auxílio financeiro, disponibilizam materiais para teste, assim dando conteúdo para ser tratado no blog ou para sorteio, o que aumenta o número de visitantes, seguidores e a visibilidade do blog em geral.  

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novos Ads no Facebook



A maior rede social do mundo, com aproximadamente 700 milhões de usuários, vem se afirmando cada vez mais como um dos melhores espaços para anúncios online, faturando, somente em 2010, US$ 1,86 bilhão (dado divulgado pela eMarketer). O Facebook quase dá a impressão de ter sido pensado para a publicidade e propaganda, devido às várias ferramentas destinadas à promoção de empresas e seus produtos: desde as páginas, perfis onde as marcas podem indexar conteúdo e se relacionar diretamente com seu público, até os aplicativos sociais, que permitem um serviço mais atraente e lúdico, como os jogos, incentivando o usuário a compartilha-los com seus amigos.

Esse leque de opções publicitárias é potencializado pelo maior trunfo da rede social: a apurada segmentação de público. O Facebook Ads é uma plataforma de anúncio semelhante ao Adwords do Google, porém com a vantagem de exibir propagandas voltadas para parcelas específicas de usuários, que são selecionadas a partir de informações que vão desde o seu país de origem, faixa etária e gênero, até escolaridade, local de trabalho, estado civil e orientação sexual.

No último mês, a empresa de Mark Zuckerberg anunciou duas novidades para incrementar o potencial de marketing da rede. A primeira delas, ainda em fase de teste (apenas 1% do público já tem acesso), é a publicidade segmentada em tempo real, a partir das atualizações dos usuários.  O objetivo é que se alguém publicar “Que fome!”, apareça em sua página o anúncio de um restaurante, por exemplo. Essa ferramenta tem como base um sistema algoritmo que calcula o feed de notícias que interessa a cada usuário. 



A segunda boa nova para o meio publicitário é um novo formato de anúncios posicionados ao fazer o logout da página. Com isso, a propaganda deixa de competir diretamente com o conteúdo veiculado na parte interna da rede social e passa a ter um espaço próprio, sendo também segmentada de acordo com o perfil de cada pessoa. A “Logout Experience” foi anunciada em fevereiro, no fMC, evento oficial de marketing do Facebook. Para veicular uma propaganda durante 24h nesse espaço, os anunciantes devem pagar US$ 700 mil, segundo o Ad Age Digital. O novo formato também apresenta a funcionalidade “Ofertas”, uma forma direta de apresentar promoções e despertar o interesse do público. No Brasil, a primeira a experimentar a novidade foi a Unilever, que divulgou filmes publicitários de produtos cosméticos.


           Agenciars
         eMarketer

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Anúncios no Youtube dividem opiniões

Fundado em 2005, pelos amigos Chen, Chad Hurley e Jawed Karim, o Youtube é hoje umas das principais ferramentas de publicidade na internet. Um ano após ter sido comprada pelo Google, a rede social incorporou um novo modelo de publicidade, desenvolvido pela empresa. O modelo consiste no aparecimento do anúncio na parte inferior da tela e permite ao usuário, após cinco segundos iniciais, assistir ou não a propaganda. 

Para os anunciantes, o projeto é uma faca de dois gumes: se por um lado, os internautas podem simplesmente ignorar as campanhas publicitárias, a partir da ferramenta chamada TrewView, por outro, a partir dos cliques, as empresas conseguem ter maior controle sobre o público que desejam atingir. Antes de ser implantada, a ideia foi submetida a um teste, em 2007, no qual somente 10% dos usuários fecharam o anúncio, enquanto 75% assistiram à propaganda até o final. 

No entanto, uma pesquisa da International Business Machines (IBM) afirma que 40% dos entrevistados não gostam de assistir publicidade de grande duração, em vídeos online. A pesquisa chamada “The Endo f Advertising as We Know It”, teve como base os depoimentos de 80 executivos de publicidade e 2400 usuários. Apesar disso, 94 de cada 100 das maiores empresas de publicidade, veiculam anúncios no Youtube, e também em outras páginas do Google, como mostra o infográfico abaixo:

Fontes:

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