"A intenção é aproximar oferta da demanda. E a Copa pode acelerar isso", afirma o coordenador do Núcleo Copa Orgânica e Sustentável, Arnoldo de Campos. Segundo Campos, o mercado de orgânicos movimenta cerca de R$ 500 milhões por ano. A meta é fazer esse número dobrar até o fim de 2014.
O projeto está fazendo parcerias com empreendimentos das 12 cidades-sede da Copa. Os estabelecimentos podem aderir à campanha comercializando os produtos credenciados direta ou indiretamente. Campos explica que "pode participar tanto um hotel que utilize peças artesanais de uma comunidade da Amazônia em sua decoração, quanto um restaurante que cozinhe refeições a partir de produtos orgânicos".
Os estabelecimentos que optarem por participar serão promovidos e farão parte de um guia de apoiadores da campanha. Segundo Campos, o foco é chegar a locais onde o consumidor vai circular durante a Copa, como bares, restaurantes, hotéis e estádios. "É o momento de expor o produto amazônico, da Caatinga, a nossa diversidade rural", afirma. O projeto deve ser lançado até o fim deste ano, para que seja testado na Copa das Confederações, que ocorre no país no ano que vem.
Campos vê os grandes eventos como catalizadores. "Se o hotel incorpora esses produtos para a Copa, dificilmente vai deixar de fazê-lo depois". Ele diz que a intenção é deixar esse tipo de consumo consciente como um dos legados da Copa.
Fonte: Terra
09:31
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