sexta-feira, 17 de outubro de 2008

E-commerce vende R$ 8,5bi no Brasil este ano


Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Sexta-feira, 17 de outubro de 2008 - 17h40

SÃO PAULO – A e-bit avalia que as lojas online brasileiras devem fechar o ano com expansão de 35% no
faturamento e faturar R$ 8,5 bilhões.
O estudo diz que a principal responsável pela alta no consumo online é a inclusão digital. No ano, o
número de brasileiros com acesso à banda larga deve saltar 42%.
Novos internautas são, em geral, mais desconfiados em relação ao comércio eletrônico e precisam de
tempo para ganhar confiança nas compras online, avalia a e-bit.
A empresa, no entanto, diz que a modalidade mantém-se atrativa não só pela comodidade de comprar sem
sair de casa, mas pelos preços mais baixos que a média do varejo físico.
Vendas pela web, em geral, permitem cortar custos como distribuição e marketing no ponto de venda, o
que abre espaço para prática de menores preços.
Se a previsão se confirmar, o setor e-commerce fecha o ano com faturamento de R$ 8,5 bilhões.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O desafio das vendas on-line



Fatos e Opiniões
09/04/2007
Editorial

Montar um website sem ter uma estratégia para torná-lo conhecido é o mesmo que abrir uma loja numa rua por onde não passa ninguém


As promessas do comércio eletrônico não conseguiram, ainda, motivar os comerciantes sorocabanos, que, segundo informou ontem este Jornal ("Empresas locais resistam ao uso do comércio eletrônico", página C1), mantêm com a internet uma relação de receio e desconfiança, isso. apesar do crescimento vertiginoso do comércio on-line e dos muitos casos de sucesso acumulados na curta história da rede mundial em nosso pais: somente no ano passado, segundo a pesquisa Webshoppers, do Grupo de Pesquisas E-bit o faturamento das lojas virtuais brasileiras cresceu 76%. batendo na casa dos R$4.4 bilhões. Para este ano, a previsão de faturamento é de R$6,4 bilhões, com um crescimento de 45% em relação a 2006.
Fatores como segurança e custo elevado são apontados por especialistas como os grandes responsáveis pela hesitação das empresas comerciais da cidade em relação ao comércio on-line. De fato. esses problemas existem, mas vêm sendo superados com tecnologia e criatividade por milhares de empresas virtuais, que conseguiram ampliar seus mercados e encontrar novos nichos de consumo graças á Internet. Pequenas empresas, que não dispõem de capital para empregar na produção e manutenção de sites próprios, contam Inclusive com a possibilidade de fazer negócios sem nenhum Investimento, através de sites especializados, que cobram uma pequena comissão pelas vendas concretizadas.
Isso não quer dizer que todos estejam errados em ignorar a web. Efetivamente, para multas empresas (especialmente aquelas que, pelas características de seus serviços e produtos, restringem sua atuação ao público Iocal), a internet talvez  possa oferecer multo pouco, pelo menos em relação a suas estratégias de vendas atuais. Uma locadora de DVDs ou uma quitanda, que Já tenham um bom serviço de atendimento por telefone, provavelmente não verão vantagem em ter um website sofisticado para oferecer seus produtos. Em contrapartida, uma confeitaria especializada em doces finos ou uma loja de antigüidades poderão multiplicar suas clientelas, deixando de atender exclusivamente ao público local para vender seus produtos em todo o Brasil.

Boa parte da desconfiança em relação ao comércio eletrônico se deve às experiências frustradas, mas è preciso levar em conta que, na maioria dos casos, o fracasso é decorrência de uma postura equivocada das próprias empresas. Montar um website sem ter uma estratégia para torna-Io conhecido é o mesmo que abrir uma loja numa rua por onde não passa ninguém. Avaliações de mercado e campanhas publicitárias são requisitos indispensáveis para quem quer vender pela internet. E, paradoxalmente, nem sempre a Internet é a melhor mídia para conseguir clientes: basta lembrar que os principais portais de Internet jamais abrem
mão da propaganda em jornais, revistas e TV.
Não se pode também esquecer que as mesmas regras que valem para o comércio convencional continuam valendo no comércio on-line: é preciso ter qualidade e, sobretudo, preços baixos, até porque a comparação de preços em segundos é uma das facilidades principais desse meio. E, num mercado competitivo, em que o cliente "entra" e "sai" das lojas com um único clique, é preciso pensar em promoções e maneiras de cativar o comprador. Um dos maiores sites de vendas mundiais lançou, recentemente, um talk-show no estilo JÔ Soares Onze e Meia, em que o comediante Bill Maher entrevista cantores, escritores e atores, para falar dos discos, livros e filmes colocados à venda. Entre os entrevistados, estão nomes como o escritor Stephen King, a atriz Teri Hatcher e o diretor de cinema Sydney Pollack.

Idéias como essa deixam a Impressão de que a internet, em larga medida, está por ser inventada. Mas, para muitos o grande desafio ainda é descobri-la.

Publicado em: Jornal Cruzeiro do Sul (Sorocaba)

terça-feira, 24 de maio de 2005

Você tem produto? Abra uma loja no shopping.


24 de maio de 2005

É fácil abrir uma loja online completa, com carrinho de compras e cartão de crédito. Você contrata o serviço e paga um aluguel para que mantenham tudo funcionando. Faça as contas e veja se vale a pena.
Por Dailton Felipini

Uma solução de loja virtual terceirizada pode ser o melhor caminho para o empreendedor que já conhece bem o seu produto e tem interesse em colocá–lo à venda pela internet, sem perder tempo com a montagem da loja.
O nome dado pelo mercado aos fornecedores de serviços e soluções de software é ASP – Aplication Service Provider . São empresas que oferecem a utilização e a manutenção do software necessário para rodar seu negócio.
No caso da loja virtual, embora haja diferenças de um fornecedor para outro, você contrata uma loja virtual completa, com o carrinho de compras, sistemas de gerenciamento, interfaces com bancos e operadoras de cartões, entre outras aplicações.
Isso significa que você pode simplesmente colocar no site os seus produtos com imagens e preços, escolher a fachada que deseja utilizar, os meios de pagamento que serão disponibilizados e começar a vender, sem grandes contratempos.
É importante ressaltar que a relação contratual com bancos e operadoras de cartões de crédito continua sendo de responsabilidade do lojista, embora o fornecedor da solução seja uma espécie de facilitador dessa contratação.
As vantagens de um fornecedor ASP são a agilidade na implantação da loja, a utilização de uma solução já testada e utilizada, deixando a preocupação com a manutenção e atualização do software da loja com o fornecedor, isso, partindo da premissa da escolha de um bom e sério parceiro comercial. Como você já esperava, essa facilidade significa mais custos. Algo como 150 a 500 reais por mês, além de uma taxa inicial de implantação que pode variar de zero a 5 mil reais, dependendo do grau de sofisticação e personalização da loja.

Shoppings virtuais
Shoppings virtuais são uma variante da solução terceirizada. Nesse caso, você recebe, além da infraestrutura, a exposição de sua loja em um portal de compras, juntamente com diversos outros lojistas. Um shopping virtual oferece, além dos recursos disponíveis em uma solução ASP tradicional, benefícios mercadológicos importantes como a exposição a um grande fluxo de clientes e eventualmente, a associação de seu negócio a uma marca já consolidada, como Correios e Bradesco.
As lojas que fazem parte do shopping virtual compartilham sistemas de hospedagem, pagamento e segurança. Compartilham também outros serviços, como suporte aos diversos meios de pagamento, relatórios de desempenho, gerenciamento de clientes, promoções e mesmo apoio na distribuição dos produtos. O objetivo é facilitar vida do lojista.
Sua loja pode fazer parte de um shopping virtual mesmo sem estar hospedada no mesmo servidor. O custo varia conforme o grau de exposição de sua loja, ou seja, quanto mais pessoas olharem sua vitrine, maior a sua despesa mensal.
Como vimos neste artigo (e no anterior, ao lado), o empreendedor possui diversas alternativas no que se refere a hospedagem e desenvolvimento da loja. A tendência é por uma gradativa melhora no padrão de serviços prestados e diminuição no custo, em função da ampliação da concorrência.
Escolha a opção mais vantajosa após analisar as características de seu negócio e os recursos que vai precisar. É imprescindível, para evitar problemas futuros, pesquisar e analisar bem os inúmeros fornecedores.

Publicado em: [Webinsider]

sábado, 19 de março de 2005

Os meios de pagamento nas lojas online


19 de março de 2005

Quer vender online? Além de ter clientes, é claro, você precisa de um fornecedor para a tecnologia, precisa de operadoras de cartão de crédito e de uma instituição bancária. Não é pouco.
Por: Dailton Felipini

Uma decisão importante a ser tomada pelo lojista virtual refere–se aos meios de pagamento que serão disponibilizados aos clientes. Decisão que deve ser tomada logo no início das atividades da loja virtual.
Normalmente, são necessários quatro personagens para que uma transação online seja efetivada: o lojista vendedor; o cliente comprador; um fornecedor da solução de pagamento utilizada, como a operadora de cartões de crédito, e, finalmente, uma instituição bancária.
O que se deve fazer, então, é uma escolha criteriosa dos parceiros financeiros e meios de pagamento mais adequados ao seu negócio. Na verdade, o critério que deve nortear essa decisão é: como posso facilitar ao máximo para o meu cliente oferecendo alternativas de pagamento seguras e ágeis?
Infelizmente não existe um só fornecedor de uma solução completa, o que facilitaria a escolha. Isso significa que você terá que contratar, no mínimo, três instituições para prestar esse serviço de forma satisfatória.
O uso do boleto bancário é imprescindível porque uma parcela dos internautas não possui o cartão de crédito e muitas pessoas que o possuem, têm receio de utilizá–lo nas compras online.
Os cartões de crédito, por sua vez, também são fundamentais como alternativa de pagamento tendo em vista que mais de 2/3 das compras online são realizadas por esse meio. Isso implica na contratação das operadoras Visanet e Redecard, empresas que praticamente dividem o mercado de cartões no Brasil.

As carteiras bancárias eletrônicas
Os bancos também oferecem soluções mistas de recebimento aos seus clientes comerciantes que tenham interesse em vender pela internet. O Itaú possui a plataforma Shopline, o Bradesco o sistema Shopfácil, o Banco do Brasil por meio do BB Office Bank, além de um pool de diversos outros bancos que atuam por meio da solução Cheque–eletrônico.com.
Basicamente todas essas plataformas disponibilizam uma cesta de opções de pagamento que geralmente inclui:
:: Impressão de boleto para pagamento em qualquer banco
:: Cartão de crédito com a bandeira do banco fornecedor
:: Pagamento à vista por transferência eletrônica para clientes com conta no banco fornecedor da solução
:: Possibilidade de financiamento da compra, também, para os clientes do banco.

Note que, mesmo nessa solução mista, você vai ter que contratar as operadoras de cartões para atender os seus clientes cujos cartões são de outros bancos.
De qualquer modo, como sua loja virtual vai necessitar de uma conta bancária, qualquer que seja a forma de pagamento disponibilizada, vale a pena utilizar uma plataforma diversificada de pagamentos. Assim você gera mais facilidade para a parcela de seus clientes que também forem clientes do mesmo banco.
Existe outro fator, também importante, a ser considerado. Os bancos que oferecem a exposição da loja em seus shoppings virtuais possibilitam o acesso a uma grande quantidade de clientes potenciais, além de transferir uma dose de credibilidade ao seu negócio. São benefícios que valem a pena, embora, todos nós saibamos, tudo tem o seu preço.


Publicado em: [Webinsider]

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Comércio eletrônico amadurece no Brasil



06 de setembro de 2004


Crescimento de 51% das compras realizadas pela web no primeiro semestre reflete  amadurecimento do mercado brasileiro. 
Ações que aumentem a percepção de segurança podem melhorar este quadro.

Por Claudio Almeida Prado

Existem cerca de 20 milhões de usuários de internet no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pela agência de pesquisa e marketing online, e–Bit. Desse total, 12% têm o hábito de realizar compras via web, o que movimentou R$ 745 milhões no primeiro semestre desse ano e gerou um aumento de 51% superior ao mesmo período de 2003.
São cinco mil lojas na rede à disposição dos consumidores. Toda essa movimentação deverá gerar até o final desse ano, a receita de R$ 1,8 bilhão, sendo 40% superior à do ano passado.
Ainda de acordo com a pesquisa, 60% dos consumidores são homens contra 40% do sexo feminino. Outras características do perfil do consumidor online são apontadas pela pesquisa, revelando que 71% do total pesquisado, têm entre 25 e 49 anos de idade. Apenas 1% desses compradores têm até 17 anos, mesma porcentagem dos maiores de 65 anos. A renda média familiar do consumidor online é de R$ 3.900,00, sendo ainda que 57% possuem nível superior completo.
O crescimento do comércio eletrônico no Brasil é fruto de um amadurecimento do setor que passou a olhar as compras pela web de uma forma mais abrangente. Assim, as empresas aprimoraram de forma substancial serviços como distribuição, qualidade de informações, atendimento pré e pós–vendas. Esses fatores, por sua vez, contribuem de forma decisiva para a melhorar a percepção do cliente em relação á segurança.
Sob essa ótica, o conceito de segurança é muito mais amplo do que os aspectos tecnológicos. Esses, embora fundamentais, são apenas uma parte da equação. Uma transação de compra é considerada segura pelo consumidor apenas se ele receber a mercadoria no prazo combinado, dentro de suas expectativas de qualidade (informações recebidas devem ser coerentes), em ótimo estado e que não tenha que pagar nada além do combinado. E, nesse sentido, a prática do comércio eletrônico evolui muito.
Contudo, ainda há muito terreno a ser conquistado. Certamente o poder de compra dos 20 milhões de usuários é muito superior aos valores transacionados na internet. Colabora com esse dado o fato de que o número de visitas às lojas virtuais é muito maior do que o número de transações efetivadas. Isso dá uma indicação clara de que muitas pessoas utilizam a internet para pesquisar mas ainda preferem efetivar a compra na loja real.
Longe de ser esse um fato negativo, isso dá uma clara visão de que o comércio eletrônico deve continuar mantendo essa trajetória de crescimento. Para isso, é necessário que se invista cada vez mais no aumento de percepção de segurança do cliente. Ações de orientação ao consumidor, melhoria na segurança dos meios de pagamento e na parte de logística são fundamentais para o processo.

Publicado na: [Webinsider]

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